Edição Nº 907
Brasil, 3 de Setembro de 2010
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Escalada da Record



A série de acusações que a “Rede Globo” vem proferindo contra a “Rede Record” e a Igreja Universal do Reino de Deus tem ligação direta com a drástica queda de audiência que a emissora da família Marinho vem sofrendo nos últimos anos.

A mudança de hábito dos brasileiros, que cada vez mais optam pela programação da “Record”, é uma grande ameaça ao monopólio das “Organizações Globo”. No dia em que a “Globo” começou com os ataques, na terça-feira (11), por exemplo, a “Rede Record” foi líder absoluta de audiência em alguns programas como “Fala Brasil”, “Hoje em Dia”, e a série “CSI Miami”.

O reality show “A Fazenda” chegou a 21 pontos de média contra 16 pontos da “Globo”, segundo o Ibope. Às 23h50, a “Record” cravou 10 pontos a mais que a emissora carioca, a segunda colocada. Ao todo, ao longo daquele dia foram 341 minutos em primeiro lugar, ou seja, mais de 5 horas e meia no topo da audiência.

Mas isso é apenas um exemplo do crescimento da “Rede Record”, que, nos últimos anos, investiu em jornalismo de qualidade, em grandes eventos esportivos e na produção de mais novelas e de vários programas de entretenimento.

Segundo dados do Ibope medidos na Grande São Paulo, em 5 anos, a “Globo” perdeu 10 pontos de share (participação da audiência em relação ao número de televisores ligados), enquanto a “Record” ganhou 8 pontos. Em 2004, a emissora carioca tinha 50,1 pontos e a “Record”, 9,6. Este ano, porém, o cenário já é outro: a “Globo” aparece com 40,8 e a “Record” com 17,5.

Se comparados os índices de share de dois domingos do mês de agosto, um em 2004 e outro em 2009, entre 18h e meia-noite – ou seja, no horário nobre da televisão, onde se concentra a maior quantidade dos telespectadores e maior participação dos anunciantes –, a escalada da “Rede Record” fica ainda nítida (veja gráfico acima).

Nos mesmos 5 anos, a audiência da emissora da família Marinho encolheu 37%, ao mesmo tempo em que foi registrado um crescimento da “Record” de 271% , segundo dados do Ibope. Números que não deixam dúvidas: a “Record” não para de crescer.
E isso parece incomodar.
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